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A Inês e a flashupstories



Quando acabei o 9º ano não me agradava nada ir para ciências (detesto ciências) ou para línguas e humanidades (não! Ia durar 1 ano lá!). Artes ainda era o que encaixava melhor mas... eu detesto desenhar e eu queria mesmo era ir para algo prático. Já sabia que queria tentar fotografia, mas ainda havia dúvidas porque também gostava de design e assim (os pais nestas coisas não ajudam muito porque imaginam sempre que o filho vai ser médico, advogado, arquitecto mas fotógrafo nunca). 

Bem, lá investiguei e havia a possibilidade de tirar o curso de Técnico de Multimédia no Instituto Técnico Artístico e Profissional de Coimbra, disse aos meus pais e eles engelharam o nariz (normal). Lá os convenci e inscrevi-me. Estudei lá do 10º ao 12º ano e querem saber? Foi das melhores decisões que tive na vida. O ITAP tem professores incriveis e não é "chato" estudar para aquilo que se gosta. Tinha disciplinas como design, comunicação e audiovisuais, programação, 3D, fotografia, vídeo e depois claro que também tinha matemática, português, história e cultura das artes mas mesmo tendo essas disciplinas normais a relação entre professor-aluno, a forma de ensinar é TOTALMENTE diferente. O ITAP foi muito tempo a minha segunda casa e se hoje estou onde estou devo aquela escola. No 12º ano foi fazer um estágio (outra das coisas boas que o ITAP tem) e fui estagiar na Digispace com a Ana Rute e o Sérgio Duarte e foi aí que se deu o "Click" final, "eu quero mesmo ser fotógrafa". Na altura de entrar na universidade queria tirar fotografia mas não há (ou não havia) nada em Coimbra que se focasse só, ou grande parte, em fotografia. Entrei em Comunicação e Design Multimédia na ESEC em 2012 e acabei em 2015. Neste espaço de 3 anos fui aprendendo (com ajuda de um livro do Joel Santos (Fotografia) e com algumas formações a fotografar e em 2015 fiz o meu primeiro casamento. A partir daí não parei! Fui conhecendo outros fotógrafos. Infelizmente o mundo de um fotógrafo não há fácil e senti muito falta de entre ajuda, parece que não podemos perguntar nada nem de tirar dúvidas que já estamos a roubar o trabalho mas por outro lado ainda existe pessoas que gostam de ensinar e ajudar e conheci o Hélio e a Ana (fotógrafos na Cropless) que são duas pessoas que eu sabia que se precisasse eles me iam ajudar. 10 minutos a trabalhar ou a falar com eles e saía de lá a saber ver o mundo ao contrário. Foi muito importante tê-los conhecido.

Em 2017 nasce a Flashupstories pronta a guardar memórias a muitas pessoas.

É incrível quando trabalhamos naquilo que gostamos e tudo se torna fácil.  Às vezes, em conversa com amigos, ouço-os a lamentarem-se com frases como "O meu dia foi horrível", "Se pudesse despedia-me", "Só trabalho nisto porque não arranjei nada na minha área", etc. Felizmente, eu nunca saí de um dia de trabalho meu a queixar-me dele. Claro que é cansativo, às vezes dá vontade de desistir e é preciso batalhar muito mas eu sou feliz a fazer o que faço e lutarei por isto até ao fim!

Não vou dizer que é fácil, não é! São muitas horas de organização, muitos disparos, muitas horas de edição, muito treino, muita aprendizagem, mas... VALE TANTO A PENA.

Afinal ser fotógrafo nem é considerado uma profissão e não é uma área regulamentada. Cá por mim, vou lutar para que seja. Nem que faça isso até ao resto dos meus dias. 

Aos poucos acredito que a sociedade mude e que vejam a fotografia como uma arte, como uma visão do acontecimento. Maior parte do meu trabalho envolve pessoas, festas e muito amor. Os meus clientes ficam meus amigos porque gosto de estar presente desde início. Gosto de aconselhar, de ajudar, de saber os mais pequeninos pormenores sobre eles e sobre o dia deles. Sou mesmo feliz a fotografar dias, momentos e pessoas com histórias bonitas! 

Através da fotografia um momento deixa de ser um momento e passa a ser uma memória para a eternidade. Nas nossas mãos, as pessoas depositam-nos os dias mais felizes da vida delas. É tanta responsabilidade mas é tão incrível saber que tenho comigo as memórias mais especiais. 

Eu não sabia se ia dar certo ou não e continuo sem saber mas hoje eu sei que amo o que faço e não vou deixar de fazer aquilo que gosto por ser difícil ou porque não dão valor à fotografia, ou porque não querem pagar por um fotógrafo. Hoje, eu estou aqui para mostrar qual é a diferença entre um fotógrafo e uma pessoa com câmera

A flashupstories não é só constituída por mim. A Elsa é a minha assistente e faz parte da equipa também, os noivos fazem parte da flashupstories, a minha família faz parte da flashupstories, a Kyara faz parte da flashupstories, os meus amigos fazem parte da flashupstories, o ITAP faz parte da flashupstories, tudo o que me faz bem e me ajuda a crescer faz parte deste projeto. 

Orgulho-me disso! Sejam bem-vindos ao meu blog.



💄 Bruna Fernandes Makeup